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POLLYANA TRINDADE

THE FAWKES


O mundo é cheio de camadas estranhas, misteriosas, místicas, fantásticas e encantadoras e eu fui desbravar cada uma delas pra você.

Prepare-se pra rir e talvez questionar algumas escolhas históricas de certos povos por aí... Vem viajar comigo por essas tradições curiosas e apaixonantes e me conta qual delas você achou mais “MEU DEUS DO CÉU, ISSO EXISTE MESMO?”


Catalunha


Na Catalunha, o Natal tem um personagem que ninguém espera encontrar no presépio: o El Caganer. Sim, é exatamente isso que você imaginou... Um bonequinho de calças arriadas, agachado, fazendo necessidades.

Pode parecer uma piada, mas para eles é símbolo de fertilidade e prosperidade. A ideia é que ele está “nutrindo a terra” para que o próximo ano venha cheio de abundância.



Alemanha, Áustria e Suíça

Em alguns países da Europa, principalmente os citados acima, o Natal tem um lado bem mais sombrio. Enquanto o Papai Noel distribui presentes, existe a sua versão má: o Krampus. No dia 5 de dezembro, ele simplesmente sai pelas ruas aterrorizando as crianças que passaram do limite durante o ano.



Polônia 

No Natal, os poloneses colocam palha debaixo da toalha da mesa pra lembrar a manjedoura de Jesus. E sempre deixam um prato a mais esperando um hóspede inesperado porque, pra eles, alguém bater na sua porta no Natal é benção, não incômodo.



Escandinávia

O bode de Natal é uma tradição nórdica antiga. Lá no começo, acreditava-se que ele vagava pelas aldeias antes das festas para garantir que todos estavam preparando tudo direitinho. Depois, essa figura virou até portadora de presentes, um precursor do próprio Papai Noel.



Japão 

No Japão, o Natal tem um ritual bem inesperado: comer KFC no jantar.

Isso começou lá nos anos 70, quando uma campanha chamada “Kentucky for Christmas” convenceu o país inteiro de que frango frito era a refeição perfeita para a data. E deu tão certo que virou tradição oficial.

Hoje, as famílias fazem pedido com semanas de antecedência, e as filas no KFC no dia 24 dão voltas no quarteirão.



Noruega

Na Noruega, a véspera de Natal tem um toque bem sobrenatural. O folclore diz que bruxas e espíritos ruins saem perambulando pela noite, procurando vassouras pra roubar e usar nos seus “rolês” à meia-noite.

Por isso, até hoje muita gente esconde as vassouras antes da ceia, só por garantia.


Ucrânia 

Na Ucrânia, uma árvore de Natal boa é uma árvore com teia de aranha, de mentira, claro. A tradição vem de uma lenda antiga: uma viúva pobre não tinha como enfeitar a árvore pros filhos, mas na manhã de Natal a casa amanheceu coberta de teias brilhantes, como se fossem enfeites feitos de luz.

Segundo a história, era um presente de uma aranha agradecida por ter encontrado abrigo no frio.



República Tcheca

Na República Tcheca, a véspera de Natal tem uma tradição que parece saída de um conto divertido: as mulheres solteiras jogam um sapato por cima do ombro pra descobrir o futuro amoroso.

Se o sapato cair apontando pra porta, a lenda diz que o casamento chega em até um ano.




 
 
 
  • Foto do escritor: Pollyana Trindade
    Pollyana Trindade
  • 13 de jan. de 2024
  • 3 min de leitura

× Número de páginas: 972

× Autor: João de Almeida

× Editora: Viseu

× Gênero: Ficção Científica/Fantasia

× Classificação: +14




"Além de Dois Mundos: O Despertar" é uma obra complexa, repleta não só de críticas que estão às claras, isto é, que podemos perceber logo de cara, como também de mensagens subliminares, onde o leitor precisa possuir certa maturidade literária para compreender. 

Suas 972 páginas podem ser interpretadas como um aviso, um lembrete claro de que a obra não é para os aventureiros iniciantes, mas sim, para aqueles que já estão adaptados a uma jornada intensa e longa, contudo, satisfatória. 


No Prólogo, somos apresentados a dois irmãos, Halley e Dempsey. Logo no início, essas duas figuras estreiam um diálogo simples, mas poderoso: 


"— Se quiseres ser um bom contador de histórias, faz bem que te acostumes a saber da história em vez de aumentar tuas preocupações quanto ao número de páginas."

E é assim que se inicia a história: com um jovem tendo seu primeiro dia como Aprendiz de Base na Bíblica, o Halley; e Dempsey, que foi designado como pupilo de seu irmão.

Também conhecemos Nyle Williams Fox, alguém que tem como principal objetivo achar seu irmão, James. 

Não demora muito para o leitor conhecer os demais personagens que irão compor a trama. Diversos, os personagens são introduzidos de forma rápida e eficaz. Algo que gostei bastante é que o narrador da história não perde tempo explicando sobre a personalidade de cada um, mas sim, deixa o leitor perceber como cada um é, através de diálogos ou ações. Para mim foi uma característica que funcionou muito bem, ainda mais que os diálogos de "Além de Dois Mundos: O Despertar" foram muito bem pensados. É interessante ver os personagens se conhecendo, discordando de algo, traçando planos ou até mesmo jogando conversa fora. 


Outro fato interessante é que o livro possui um estilo de passagem de tempo um tanto peculiar. O leitor precisa não apenas prestar atenção nas datas que são fornecidas para não se perder na história, como também nas horas. Embora elas não pareçam relevantes a primeiro momento, são cruciais para a compreensão de acontecimentos e desfechos. Também senti que as horas me ajudaram a criar uma conexão mais forte com a obra, afinal, devido a marcação do tempo, senti que não só a narrativa ficou mais realista, como também contribuiu para criar certa tensão e ansiedade. Era como se alguma coisa fosse acontecer a qualquer momento, porém, não tinha como saber exatamente o que poderia ser. 


João de Almeida criou uma combinação de fantasia e ficção científica que, na minha opinião, funciona muito bem! Ao mesmo tempo em que o autor manteve o estilo narrativo muito comum em obras do gênero de ficção científica, como as descrições futuristas, máquinas surreais que parecem ser impossíveis de serem construídas e viagens espaciais, o autor ainda implementou características da fantasia, como reinos, o toque fantástico que brinca com nossa imaginação e até mesmo um ar de Idade Média. Se por um lado temos o futuro e a tecnologia, por outro temos um vislumbre do passado, com uma pegada bárbara. 



A narração, assim como a história, passa por algumas mudanças, tendo certa evolução. Acompanhamos a jornada de Nyle em encontrar seu irmão, digna de várias emoções e perigos por sinal. O personagem foi bem desenvolvido, trazendo uma carga emocional forte, de alguém que procura encontrar a pessoa mais preciosa para ele: James. 

Em contrapartida, vemos a perspectiva de outros personagens, através de uma narração em terceira pessoa. 


Com um final surpreendente, "Além de Dois Mundos: O Despertar" é indicado para quem gosta de uma história eletrizante com vários arcos, personagens, passagens de tempo e aventura.


Espero que tenham gostado desta resenha que fiz no capricho para vocês! Um forte abraço e até a próxima!





Informações extras:


Fotografias: Pollyana Trindade

Texto: Pollyana Trindade

Conteúdo disponível também no: Instagram

Siga o autor: @sagaheroisdofuturo

Onde adquirir a obra: Amazon


 
 
 
  • Foto do escritor: Pollyana Trindade
    Pollyana Trindade
  • 23 de dez. de 2023
  • 3 min de leitura

× Número de páginas: 192

× Autor: Lenit B. Carneiro

× Editora: Grupo Novo Século

× Gênero: Terror

× Classificação: +14




"Ás vezes, não é o que fazemos, mas o que deixamos de fazer que determina o destino."

Dando continuidade aos mistérios de Remanso, neste segundo volume, um misterioso acidente marca o início de aparições fantasmagóricas em série na encantadora e peculiar região serrana. Os espectros de um casal jovem, de tenebrosa e magnífica aparência, fascinam os visitantes e induzem os moradores do vilarejo e seus defensores a suspeitarem de uma nova infestação. A entidade obscura e corrompida que habita as entranhas da Fazenda Cardoso está mais uma vez ativa, repleta de ousadia, artimanhas e anseios de vingança.


Se passando três anos após os eventos do primeiro livro, nessa deliciosa continuação, Lenita B. Carneiro nos surpreende com uma narrativa ainda mais tenebrosa, macabra e sangrenta. Com uma escrita viciante e um ritmo frenético, a obra prende a atenção pelo capricho e cuidado em descrever cada detalhe: a origem e motivação dos personagens, a ambientação peculiar que ao mesmo tempo que passa uma sensação de aconchego, traz um ar sinistro; e é claro, o terror sofrido pelos moradores, que é tão vívido que conseguimos sentir o desespero e o medo.



"Condoía-se, porque, afinal, o que é um fantasma, se não uma pendência mal resolvida?"

O Distrito de Remanso é um lugar marcado por aparições sobrenaturais e eventos inexplicáveis. Apelidada carinhosamente de "Império dos Mortos" pelo próprio prefeito, a cidade começou a receber turistas curiosos e aventureiros, que não temiam o desconhecido. Com isso, o número de desaparecidos aumentou e o desespero tomou conta do coração de todos.

Lenita B. Carneiro nos leva a refletir sobre, principalmente, a ganância e a busca pela fama. Levado pelo desejo de tornar Remanso um local atrativo e reconhecido, o prefeito não pensou duas vezes em arriscar a segurança de todos em prol de seus próprios interesses.

E os visitantes, querendo ganhar certa notoriedade nas redes sociais, arriscaram suas vidas para registrar um único momento.



A obra retrata a superficialidade com que lidamos atualmente: um mundo movido a aparências e engajamento, onde todos fazem o impossível para conquistar um dia de celebridade.


"Num mundo em que os valores estão cada vez mais relativizados, aqui, no excêntrico Remanso, o mal e o bem se encontram definidos e delimitados com enorme clareza."

"Remanso do Horror: O Casal Espectral" também cativa pela representatividade e inclusão, trazendo personagens LGBTQIA+ e diversos. Um terror que não só traz o gênero em sua mais pura essência, contendo momentos de suspense e proporcionando pavor nos leitores, mas que também entrega bons momentos movido a compaixão, mensagens de amizade, amadurecimento por parte dos personagens, empatia, respeito, e principalmente: inclusão.

Além disso, a obra faz abordagem de temas necessários, como a violência doméstica (algo que inclusive já é bem discutido no primeiro volume), relacionamento abusivo, LGBTfobia, transtornos psicológicos e fanáticos religiosos que são capazes de tudo para servir ao seu deus.


"Na vida, você não tem culpa por ter sido criado, até mesmo adestrado, com conceitos equivocados sobre o funcionamento do mundo. Até porque são aqueles aceitos numa determinada época, e lugar, e classe. Mas você se torna culpado quando não é capaz de perceber as transformações, quando insiste em permanecer preso a uma mentalidade ultrapassada."

A obra é um excelente exemplar dos livros de terror moderno, onde o autor não se preocupa em proporcionar somente uma história assustadora com monstros ou demônios, mas também, tem o cuidado de desenvolver personagens complexos, problemáticos e intensos, que possuem certa relevância na trama; pautas sociais, religiosas e politicas; e, misturando o terror com algum elemento de outro gênero, trazendo, por exemplo, um pouco de suspense, comédia, ou drama.


Espero que tenham gostado desta resenha que fiz no capricho para vocês! Um forte abraço e até a próxima!



Informações extras:

Fotografias: Pollyana Trindade

Texto: Pollyana Trindade

Conteúdo disponível também no: Instagram

Siga a autora: @lenitabcarneiro

Onde adquirir a obra: Amazon

Leita também a entrevista da autora Lenita B. Carneiro: Acesse aqui

 
 
 

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