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O Filho da Morte

  • Foto do escritor: Pollyana Trindade
    Pollyana Trindade
  • 10 de out. de 2023
  • 4 min de leitura

× Número de páginas: 387

× Autor: Felipe Fernandes

× Gênero: Fantasia

× Classificação: +12


"Há, escrito nas sombras, como também na luz, para aqueles que conseguem ler, e para os que não conseguem, uma profecia que não existe em lugar nenhum, em uma língua jamais decifrada. No entanto, quando concretizada mudará para todo sempre o destino de tudo que existiu, existe e existirá."

Will é um jovem de 18 anos que detesta comemorar seu aniversário, por isso, a primeira coisa que faz ao chegar em casa é pular na cama e descansar. Durante o sono, Will tem um sonho estranho e extremamente realista sobre a origem da criação das plantas, dos frutos, do Sol e da Lua; do céu, das estrelas e dos seres vivos como os peixes, os pássaros; de repente, tudo o que lhe parecia uma história contada pelos outros foi mostrada através de seus olhos e um segredo surpreendente foi revelado, onde sua mãe e seu tio são anjos da morte.


É claro que ao acordar, Will pensara ser tudo parte de sua imaginação e mesmo sem conseguir dormir novamente, prosseguiu com sua rotina, focando em concluir seu último dia letivo de aula. Contudo, após sua mãe ser brutalmente assassinada, o jovem é obrigado a lidar com verdades dolorosas, tendo que enfrentar perigos e assumir responsabilidades.


"A solidão pode ser uma boa companheira por um tempo, porém, não para sempre."

Antes de qualquer coisa, preciso alertar que "O Filho da Morte" assim como outros livros que exploram a temática envolvendo anjos e demônios, podem não agradar todo tipo de público, isto porque a obra apresenta um universo do qual o leitor precisa gostar e se identificar. Embora o foco não seja a abordagem de uma religião em si, o livro traz referências a Bíblia.

Porém, mesmo que você não esteja acostumado com esse tipo de leitura, se tiver a mente aberta e disposto a dar uma chance, a obra pode te conquistar, seja pela narrativa envolvente e toque juvenil, pelos personagens carismáticos ou pelas fortes mensagens sobre a importância da amizade, de aprender não só com nossos erros e acertos, mas também com o das outras pessoas, a se abrir para novos relacionamentos, a não julgar os outros; a beleza presente em laços familiares verdadeiros, companheirismo, fé, perdas, decepções e valores.


"As pessoas foram feitas para serem conhecidas. Você pode aprender muito mais com elas do que pensa. Decepções existem em qualquer tipo de relacionamento, com amigos, família, negócios. Temos que aprender a não deixar isto nos abater."



"O Filho da Morte" possui um toque melancólico. Como leitora, senti em diversos momentos que o livro queria brincar com meu lado emocional, me fazendo não só me colocar no lugar do protagonista (em especial), mas também em pensar no quão misterioso, insano e mágico é a vida, afinal, tudo o que achamos ser impossível pode virar possível de um dia para o outro.

Há também bastante mistério, o que deixa a obra um tanto sombria. Ao mesmo tempo, em determinados momentos o livro segue um caminho descontraído, trazendo um certo humor na medida certa e em horas oportunas, algo como "brincar com a morte".


O grande destaque da obra está não só na bonita relação que Will tinha com sua mãe, mas também com seu tio. Após a morte daquela que mais lhe dava apoio, carinho incondicional e proteção, seu tio assumira o papel de guardião, que teve um papel fundamental de fazer Will aceitar seu passado, quem ele era e os motivos que fizeram todos esconderem um segredo dele. Em poucos livros eu vi a abordagem de uma relação familiar tão bem estruturada e que tivesse um papel chave na história. Geralmente os pais — ou familiares — têm um papel de coadjuvante onde o grande ápice de sua história está na hora da morte, para que assim o protagonista possa amadurecer ou ter alguma transformação. Porém, em "O Filho da Morte", os familiares não só têm algum destaque, como ajudam a compor a trama de uma maneira muito natural, mesmo que não apareçam tanto como os demais personagens, como o pai de Will.


E, embora não estivesse esperando um relacionamento amoroso ser desenvolvido (devido a sinopse) fui surpreendida positivamente pela forma como o romance foi introduzido na história e posteriormente, pela maneira que os problemas que surgiram e poderiam atrapalhar o relacionamento dos personagens foram conduzidos.


"Ninguém ia destruir minha felicidade de novo. Ninguém ia me fazer sentir medo de novo. Prometi a mim mesmo que não deixaria ninguém me afastar de quem eu amo."

O fato da história ser narrada pelo próprio Will também ajuda o leitor a criar uma conexão mais profunda com o personagem, já que entendemos muito dos seus sentimentos: medos, angústias, sonhos...Foi divertido e eletrizante acompanhar seu desenvolvimento durante toda a obra. Por fim, "O Filho da Morte" termina de uma maneira tão misteriosa quanto o começo, fazendo o leitor se perguntar: "Haverá continuação?" Indico a obra para quem gosta de histórias sobrenaturais e místicas, sobretudo envolvendo a figura dos anjos.


Espero que tenham gostado desta resenha que fiz no capricho para vocês! Um forte abraço e até a próxima!


Fotografias: Pollyana Trindade

Texto: Pollyana Trindade

Conteúdo disponível também no: Instagram

Siga o autor: @fertins

Onde adquirir a obra: Amazon



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