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POLLYANA TRINDADE

THE FAWKES

  • Foto do escritor: Pollyana Trindade
    Pollyana Trindade
  • 13 de nov. de 2023
  • 4 min de leitura


Nasceu em Itaperuna, noroeste do estado do Rio de Janeiro, e hoje se divide entre a cidade natal e Viçosa, na zona da mata mineira. Graduada em Ciências Sociais e Direito, trabalhou como professora da rede pública e como analista judiciário. Leitora eclética, aficionada por filmes e adepta das histórias sobrenaturais, é autora das obras Remanso do Horror e Remanso do Horror: O Casal Espectral, ambas publicadas pelo Grupo Novo Século.


Em uma entrevista exclusiva para o The Fawkes, Lenita B. Carneiro conta sobre sua vida pessoal, inspirações, curiosidades sobre sua obra e sua carreira como escritora.


1 - Como começou sua paixão pela escrita, sobretudo o gênero de terror?


A paixão pelo gênero vem da infância, desde pequena fui apreciadora de filmes e histórias de terror, embora tenha sido uma criança medrosa e talvez por isso mesmo: funciona como uma espécie de catarse. Com relação à escrita, meu interesse nasceu na fase adulta, voltado para temas ligados ao trabalho. Não me acreditava criativa para escrever ficção, e só na maturidade adquiri persistência e coragem para me arriscar na literatura.



2 - Quando você escreveu o primeiro volume de Remanso do Horror, já imaginava dar continuidade à história?


A princípio não, comecei sem muita noção do que poderia criar, pensando em escrever um conto de terror rural, talvez publicar numa coletânea ou investir numa pequena tiragem para os amigos. À medida que fui avançando na história, percebi que poderia ter apelo junto ao público, mas só na reta final me vi inserindo alguns ganchos para uma eventual sequência.



3 - Para você, qual é o lado mais difícil de ser escritora?


A divulgação. Sou antiga e tenho uma certa dificuldade de lidar com as novas tecnologias. Preciso lutar um pouquinho!


4 - Você acredita que o gênero terror vem ganhando mais espaço, especialmente entre os jovens, nos últimos anos?


Com certeza, tanto no exterior quanto no Brasil. Gradativamente está se livrando da marca de gênero maldito.


5 - Há algum escritor (do gênero terror ou não) que te inspira?


Muitos! Para citar somente algumas referências dos meus livros: Chambers, Lovecraft, King, James, Conrad e os nacionais Machado, Rosa e Graciliano.




6 - Quais dificuldades você enfrentou ao publicar seu primeiro livro?


Acho que a inexperiência, o desconhecimento do processo e do mercado sempre prejudicam um pouco na hora de impulsionar a divulgação. Com o tempo a gente vai aprendendo.


7 - Sabemos que o gênero de terror é o favorito de muitas pessoas, no entanto, o gênero também sofre preconceito por parte de uma população, especialmente porque alguns acreditam que histórias macabras ou que envolvam o sobrenatural podem causar alguma influência negativa nos jovens. Qual é a sua opinião sobre o assunto? O que você diria a alguém que nunca teve contato com o gênero e sente certo receio?


O Terror é um ótimo gênero de formação. Os jovens apreciam o suspense, o sobrenatural, até o macabro, por que não? Gostam de se sentir envolvidos pelo mistério que perpassa essas histórias, pela expectativa, pela adrenalina, pelo medo. É muita energia, e não há mal algum em que seja direcionada para a ficção, que acaba se consolidando como um excelente veículo para trabalhar questões humanas, familiares e sociais, como Stephen King já vem fazendo há décadas. Para quem nunca teve contato com o gênero, recomendo começar com uma obra leve, porém densa. Sugiro a série REMANSO DO HORROR.


8 - Você imaginou que "Remanso do Horror: O Casal Espectral" fosse fazer tanto sucesso quanto o primeiro volume?


"Tanto sucesso" é gentileza sua... kkkk. Como escritoras, sabemos ambas das dificuldades em trabalhar com literatura no Brasil. Mas dei início ao segundo volume assim que enviei o primeiro para a editora. Então a resposta é não, porque ainda nem tinha noção de como seria recebido pelo público.



9 - Quais são seus planos futuros? Há algum projeto em andamento?


Aos 60, já aprendi a viver um dia de cada vez. Carpe diem! Mas sim, o terceiro e último livro da série já está bem esboçado nas anotações que fui traçando para o segundo. Pretendo iniciá-lo no início do próximo ano para lançar em 2025, e vou tocar o terror! Kkkkkkk


10 - Qual foi o personagem mais complexo de ser desenvolvido em Remanso do Horror?


Juliana e Heloísa me deram mais trabalho. Depois que terminei, precisei retornar para caracterizar melhor esses dois personagens.



11 - Tua obra aborda inúmeras temáticas necessárias que fazem o leitor refletir sobre vários pontos, seja ético, social ou moral, como por exemplo, a violência doméstica, a homofobia, a ganância, a ignorância humana e muitos outros. Antes de começar a escrever a história você já planejava trazer esses temas na trama ou eles foram surgindo naturalmente conforme foi escrevendo?


A violência familiar perpassa toda a obra, e já era minha intenção trabalhar com esse tema tão necessário e urgente. Os demais foram surgindo à medida que fui escrevendo. Por ser uma obra voltada para o público jovem em especial, achei importante trabalhar noções de tolerância e respeito à diversidade.


12 - Vamos fazer uma brincadeira para fechar essa entrevista em grande estilo, risos? Se você pudesse escolher qualquer personagem de "Remanso do Horror" para torná-lo real e conviver contigo por um dia, seja do primeiro ou do segundo volume, qual seria? E como passaria o tempo com ele/ela?


Nossa! Hahahahaha

... Acho que escolheria Dinorá! Passaria o dia ouvindo as histórias do passado da família Cardoso e aprendendo umas receitinhas de chás mágicos e outras feitiçarias! Kkkkk




"Remanso do Horror" e "Remanso do Horror: O Casal Espectral" se encontram disponíveis para compra na Amazon! Caso você tenha se interessado pelas obras e quiser saber mais sobre, no meu Instagram se encontra disponível conteúdos especiais como "Os Mistérios de Remanso", "Quotes Imperdíveis" e ainda curiosidades sobre os elementos presentes em Remanso e os Filmes de Terror!


Siga a Lenita B. Carneiro para ficar por entro de mais novidades sobre "Remanso do Horror" e novos lançamentos!


Informações Extras:


Reportagem: Pollyana Trindade

Convidada: Lenita B. Carneiro

Fotografia: Lenita B. Carneiro

 
 
 
  • Foto do escritor: Pollyana Trindade
    Pollyana Trindade
  • 16 de out. de 2023
  • 7 min de leitura

Natural da cidade de Osasco, região metropolitana de São Paulo, Venus Edain escolheu esse peculiar nome artístico por conta da admiração que tem por toda a estética e poesia que carregam os mitos da Deusa de mesmo nome. Nascida em 2001, autora é canceriana de carteirinha, violinista, romântica incorrigível e apaixonada por criar e contar histórias, tendo começado ainda pequenina, aos seis anos. Além de poeta e escritora por paixão e vocação, é publicitária e comunicadora por formação. Inspirando-se na música como sua terapia diária, às vezes, inventa de acordar no meio da madrugada e transbordar suas epifanias criativas em versos e poesias. Uma dessas resultou em um livro escrito em menos de um mês, "Histórias Fantasmas de Vênus", publicado pela Editora Ases da Literatura.


Em uma entrevista exclusiva para o The Fawkes, Venus Edain conta sobre sua vida pessoal, inspirações, curiosidades sobre sua obra e sua carreira como escritora.


01 - Quando você começou a se interessar por literatura, sobretudo a poesia?

Comecei a me interessar por literatura quando ainda era criança. Venho de uma família onde todas as gerações anteriores, com exceção da minha mãe, aprenderam a ler muito tarde e tiveram que sair da escola para trabalhar. Minha família sentiu na pele a falta de um estudo para poder ter uma garantia de um futuro um pouco melhor, então foi essencial o apoio deles na minha educação desde pequena, lendo livrinhos infantis, gibis, contos de fada... E então, quando pré-adolescente, mergulhei no mundo da música para me expressar e foi ali que o interesse na poesia começou a surgir. Afinal, o que é a música senão poesia no som?


02 - O que a poesia significa para você? O que a levou a querer escrever esse gênero?

Poesia significa, pra mim, expressão. Soa esquisito para alguns, mas muitas vezes não sei me comunicar por palavras ditas simplesmente – e não digo isso para parecer profunda ou algo do tipo, é só que falar por códigos e metáforas, para mim, é sempre mais fácil do que dizer certos sentimentos de forma nua e crua. O que me levou a escrever poesia foi a necessidade de poder desabafar sem ser julgada por isso – e, de quebra, falar de uma maneira que outras pessoas se identificariam com a história que eu estava contando também.

03 - Você acha que hoje em dia a poesia tem conquistado mais espaço ou acredita que ainda há certa dificuldade em conseguir fazer as pessoas se interessarem pelo gênero?

Acredito que a poesia está se popularizando, mas ainda em passos de formiguinha. As pessoas têm essa visão de que poesia, pra ser poesia de verdade, precisa ser sempre rimada, ou sempre utilizar palavras difíceis, como se você estivesse lendo algo do período do trovadorismo, e não é bem assim. Escritoras como Rupi Kaur e Amanda Lovelace têm viralizado e ocupado espaços incríveis na internet – e se tratando de mulheres na escrita e na poesia, isso é algo maravilhoso. Mas, no Brasil, sinto que nós poetas ainda não somos valorizados como deveríamos ser. O maior exemplo que vi quebrar essa barreira aqui no nosso país foi Ryane Leão, autora de “Tudo bela Brilha e queima”. Espero que, assim como a maravilhosa Ryane, mais de nós possamos crescer nesse meio.

04 - Muitas pessoas associam a poesia a leitores mais maduros devido a linguagem usada e a estrutura do texto em si. Você concorda ou acredita no cenário atual muitos jovens consomem a poesia e apreciam o estilo de escrita?

Acredito que o número de jovens consumindo poesia tem aumentado, sim. Eu sou um exemplo disso! Nasci em 2001, pertenço à geração Z. Quando pequena, eu via a poesia com outros olhos. Hoje, entendo que tudo que é expressão e tudo que é emoção, sensação, pode ser transformado em poesia. É, também, uma maneira de democratizá-la para a galera da minha geração.


5 - Quanto ao processo de construção de seus textos, como faz algum resumo ou possui algum processo criativo? Dá onde surge a inspiração para suas histórias?


A construção de meus textos vem de minhas epifanias criativas, e se inspiram principalmente na música e no mundo ao meu redor. Na maioria das vezes, é algo que aconteceu comigo, ou situações e coisas que vejo acontecerem com pessoas ao meu redor ou histórias que me contaram alguma vez. Essas situações me perturbam tanto, que fico pensando nelas por horas – principalmente de madrugada –, mas não sei como traduzir em palavras, não sei como falar ou quem se interessaria em ouvir. E aí ouço música, a pessoa cantando fala de algo parecido que vivi e é como se o artista estivesse falando comigo, dizendo: “vai lá, escreve o que você tá sentindo, transforma isso em uma boa história”. E então a poesia vem, em formato de uma história fictícia. Foi assim com Histórias Fantasmas de Vênus – a maior parte das histórias (quase todas) são coisas e situações que aconteceram comigo. Os álbuns folklore e evermore foram essenciais para que o livro existisse, Taylor me inspirou muito.

6 - Defina seus poemas em poucas palavras.


Meus versos são, no fim, fragmentos de um grande espelho. Quando se depara com eles juntos, você pode até fugir e mentir para si mesmo, mas a imagem gerada na sua mente reflete quem você é.


7 - Como escritora, qual foi a maior dificuldade que você se deparou até agora?

A falta de apoio do mercado literário nacional. É uma coisa que não me chocou – como publicitária e profissional de Marketing, eu já sabia o que esperar de uma indústria que se move na base de modas, trends e destruição de sonhos alheios –, mas ainda me surpreende o quão mercenário pode ser esse mercado. A verdade nua e crua é que não basta ter talento se você não tiver dinheiro pra investir no seu trabalho. Sinto dor por todos os jovens escritores que precisam de apoio e financiamentos e desistem de publicar seus livros por conta disso. Não é fácil, e as pessoas ainda julgam.


8 - Quais escritores te inspiram? Você tem algum poeta brasileiro da sua região (ou não) que você admira?

Rupi Kaur me inspirou muito a parar de ter vergonha de escrever poesia. Além disso, admiro muito a Ryane Leão, uma escritora nacional. Taylor Swift, que é uma cantora, também é compositora e o que ela faz com a caneta é arte pura, é literatura e poesia em forma de escrita. Sonho um dia poder conhecer essas mulheres e dizer o quanto elas me inspiram.



9 - Sabemos que o mercado é bastante competitivo. É difícil vender nossa história e conquistar nosso espaço. Sabemos que alguns gêneros são mais populares que outros, como os livros de suspense e thriller que estão bem alta ultimamente. Você sentiu receio ou medo de publicar "Histórias Fantasmas de Vênus" por achar que as pessoas não iriam se interessar? Que conselhos você daria a um jovem escritor que deseja embarcar no mundo da poesia, mas teme não conseguir notoriedade?


Não só senti medo, como quase desisti de vez de escrever qualquer coisa, pra sempre. Antes de ser descoberta pela editora que me publica hoje, eu costumava postar Histórias Fantasmas de Vênus na plataforma de leituras Wattpad – e vou te falar: ao mesmo tempo em que conheci pessoas incríveis e que hoje podem ser considerados meus melhores amigos, como também conheci pessoas sem tato e empatia nenhuma com o sonho dos outros. Certa vez, uma pessoa criou uma conta fake lá só para me mandar uma mensagem dizendo que “eu deveria desistir de escrever, porque minha escrita era terrível e eu nunca conseguiria publicar nada.” A pessoa ainda deu uma carteirada, afirmando que era melhor eu escutá-la porque ela estava cursando letras na UFMG (não quero ser convencida, mas veja bem: hoje em dia, só um de nós dois está publicando seu livro no Brasil e fora dele, e não é essa pessoa maldosa). Naquele dia eu fiquei tão revoltada, tão chateada, que chorei por horas e removi minha obra da plataforma. Meus amigos tiveram que me convencer a não fazer isso, mas me abalou demais. Há muita gente lá que se aproveita de você e do seu sonho pra fazer você trabalhar de graça para elas e ser escravo emocional das suas frustrações. Apesar de ter conhecido pessoas incríveis, sair dessa comunidade foi a melhor coisa que fiz, e não olho para trás.

Para os escritores novos: Essas coisas vão acontecer com vocês, principalmente na era da internet, onde todo mundo pode ser deus (ou melhor, o diabo) e ferir quem quiser sem mostrar as caras. Hoje, tenho plena noção da minha capacidade e sei exatamente qual o meu lugar, e vocês devem ter confiança e saberem quem são também. Foi uma situação ruim, mas que me fez amadurecer e aprender a lidar com as pessoas – nem todo mundo vai gostar da sua arte e nem todo mundo vai ser decente o suficiente para te dar uma crítica construtiva, e tudo bem. Escreva PARA VOCÊ, porque VOCÊ precisava tirar as ideias da sua mente, e não porque você quer agradar alguém. O que conquista as pessoas e, na mesma medida, incomoda outras pessoas opacas, é o brilho da autenticidade. Conheça a si mesmo muito bem para que essas coisas não te abalem.


10 - Para fechar essa entrevista com chave de ouro, me conta...Há alguma frase, citação ou trecho de música que te serve como motivação? O que significa para você?


“Se você soubesse o quão rápido vão te esquecer quando você morrer, não estaria deixando de fazer tanta coisa por medo do que vão pensar”. É a frase que inicia o prefácio de Histórias Fantasmas de Vênus, como um recado para mim mesma e para os meus leitores. Pergunte. Faça. Seja o primeiro. Erre. Não tenha medo.



A obra "Histórias Fantasmas de Vênus" está disponível para compra na Amazon, incluído também no Kindle Unlimited! Caso você tenha se interessado pela obra e quiser saber mais sobre, no meu Instagram se encontra disponível conteúdos especiais como quotes imperdíveis da obra e unboxing, mostrando todos os detalhes da edição! Siga a Venus Edain para ficar por entro de mais novidades sobre "Histórias Fantasmas de Vênus" e novos lançamentos! Informações Extras: Reportagem: Pollyana Trindade Convidada: Venus Edain Fotografia: Venus Edain, Pollyana Trindade


 
 
 
  • Foto do escritor: Pollyana Trindade
    Pollyana Trindade
  • 10 de out. de 2023
  • 4 min de leitura

× Número de páginas: 387

× Autor: Felipe Fernandes

× Gênero: Fantasia

× Classificação: +12


"Há, escrito nas sombras, como também na luz, para aqueles que conseguem ler, e para os que não conseguem, uma profecia que não existe em lugar nenhum, em uma língua jamais decifrada. No entanto, quando concretizada mudará para todo sempre o destino de tudo que existiu, existe e existirá."

Will é um jovem de 18 anos que detesta comemorar seu aniversário, por isso, a primeira coisa que faz ao chegar em casa é pular na cama e descansar. Durante o sono, Will tem um sonho estranho e extremamente realista sobre a origem da criação das plantas, dos frutos, do Sol e da Lua; do céu, das estrelas e dos seres vivos como os peixes, os pássaros; de repente, tudo o que lhe parecia uma história contada pelos outros foi mostrada através de seus olhos e um segredo surpreendente foi revelado, onde sua mãe e seu tio são anjos da morte.


É claro que ao acordar, Will pensara ser tudo parte de sua imaginação e mesmo sem conseguir dormir novamente, prosseguiu com sua rotina, focando em concluir seu último dia letivo de aula. Contudo, após sua mãe ser brutalmente assassinada, o jovem é obrigado a lidar com verdades dolorosas, tendo que enfrentar perigos e assumir responsabilidades.


"A solidão pode ser uma boa companheira por um tempo, porém, não para sempre."

Antes de qualquer coisa, preciso alertar que "O Filho da Morte" assim como outros livros que exploram a temática envolvendo anjos e demônios, podem não agradar todo tipo de público, isto porque a obra apresenta um universo do qual o leitor precisa gostar e se identificar. Embora o foco não seja a abordagem de uma religião em si, o livro traz referências a Bíblia.

Porém, mesmo que você não esteja acostumado com esse tipo de leitura, se tiver a mente aberta e disposto a dar uma chance, a obra pode te conquistar, seja pela narrativa envolvente e toque juvenil, pelos personagens carismáticos ou pelas fortes mensagens sobre a importância da amizade, de aprender não só com nossos erros e acertos, mas também com o das outras pessoas, a se abrir para novos relacionamentos, a não julgar os outros; a beleza presente em laços familiares verdadeiros, companheirismo, fé, perdas, decepções e valores.


"As pessoas foram feitas para serem conhecidas. Você pode aprender muito mais com elas do que pensa. Decepções existem em qualquer tipo de relacionamento, com amigos, família, negócios. Temos que aprender a não deixar isto nos abater."



"O Filho da Morte" possui um toque melancólico. Como leitora, senti em diversos momentos que o livro queria brincar com meu lado emocional, me fazendo não só me colocar no lugar do protagonista (em especial), mas também em pensar no quão misterioso, insano e mágico é a vida, afinal, tudo o que achamos ser impossível pode virar possível de um dia para o outro.

Há também bastante mistério, o que deixa a obra um tanto sombria. Ao mesmo tempo, em determinados momentos o livro segue um caminho descontraído, trazendo um certo humor na medida certa e em horas oportunas, algo como "brincar com a morte".


O grande destaque da obra está não só na bonita relação que Will tinha com sua mãe, mas também com seu tio. Após a morte daquela que mais lhe dava apoio, carinho incondicional e proteção, seu tio assumira o papel de guardião, que teve um papel fundamental de fazer Will aceitar seu passado, quem ele era e os motivos que fizeram todos esconderem um segredo dele. Em poucos livros eu vi a abordagem de uma relação familiar tão bem estruturada e que tivesse um papel chave na história. Geralmente os pais — ou familiares — têm um papel de coadjuvante onde o grande ápice de sua história está na hora da morte, para que assim o protagonista possa amadurecer ou ter alguma transformação. Porém, em "O Filho da Morte", os familiares não só têm algum destaque, como ajudam a compor a trama de uma maneira muito natural, mesmo que não apareçam tanto como os demais personagens, como o pai de Will.


E, embora não estivesse esperando um relacionamento amoroso ser desenvolvido (devido a sinopse) fui surpreendida positivamente pela forma como o romance foi introduzido na história e posteriormente, pela maneira que os problemas que surgiram e poderiam atrapalhar o relacionamento dos personagens foram conduzidos.


"Ninguém ia destruir minha felicidade de novo. Ninguém ia me fazer sentir medo de novo. Prometi a mim mesmo que não deixaria ninguém me afastar de quem eu amo."

O fato da história ser narrada pelo próprio Will também ajuda o leitor a criar uma conexão mais profunda com o personagem, já que entendemos muito dos seus sentimentos: medos, angústias, sonhos...Foi divertido e eletrizante acompanhar seu desenvolvimento durante toda a obra. Por fim, "O Filho da Morte" termina de uma maneira tão misteriosa quanto o começo, fazendo o leitor se perguntar: "Haverá continuação?" Indico a obra para quem gosta de histórias sobrenaturais e místicas, sobretudo envolvendo a figura dos anjos.


Espero que tenham gostado desta resenha que fiz no capricho para vocês! Um forte abraço e até a próxima!


Fotografias: Pollyana Trindade

Texto: Pollyana Trindade

Conteúdo disponível também no: Instagram

Siga o autor: @fertins

Onde adquirir a obra: Amazon



 
 
 

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